A Volta do Parafuso (Edicao Bilingue) – Henry James

A Volta do Parafuso – The Turn of the Screw – de Henry James, foi primeiramente publicado em formato de folhetim, em edições do jornal Collier’s Weekly, em 1898. Enquadra-se bem no gênero novela, em que Henry James foi particularmente bem-sucedido, constituindo umparadigma desse formato “curto demais para ser um romance e longo demais para ser um conto”. Fez enorme sucesso e tornou-se um dos trabalhos mais populares do autor, mas, provocou polêmica, porque nunca ficou claro se a preceptora, que narra a história de um casal de crianças possuído pelos espíritos de um criado de quarto e uma antecessora de sua função num casarão antigo em Bly, interior da Inglaterra, viu os espíritos de fato ou os fantasiou. Pelo viés da análise freudiana da reprimida sexualidade da era vitoriana, a preceptora, cheia de romantismo exaltado e semexperiência sexual alguma, podia ser vista como narradora altamente “suspeita”. Com sua carga de sugestividade e seu poder de causar calafrios, no entanto, A Volta do Parafuso tornou-se um modelo de narrativa de terror psicológico e foi adaptada para o cinema em1961, pelo diretor inglês Jack Clayton, com roteiro de WilliamArchibald e Truman Capote. O filme foi denominado Os Inocentes e é considerado um dos mais belos exercícios de terror psicológico já feitos no cinema, além de constituir um vigoroso exemplo de adaptação cinematográfica bemsucedida de uma obra-prima literária. “SINISTRA E PEÇONHENTA” Fazer sinopse da história contada por um clássico muitíssimo conhecido é tolo, mas é preciso levar em conta o pouco que se lê no Brasil e que há muita gente nova para quem essa novela, embora muito citada, pode ser solenemente desconhecida. Eis a situação: uma mulher jovem, solteira, filha de um pároco de um vicariato rural, vai a Londres atender a um anúncio em que se oferece emprego para uma preceptora. O tio de um casal de crianças órfãs, solteiro, bonitão e mundano, precisa de uma moça para cuidar dos pequenos, que são, para ele, um grande incômodo. O que ele exige? Que a moça que se dispuser ao trabalho vá para uma propriedade, Bly, no interior da Inglaterra, e fique lá, cuidando das crianças, sem aborrecê-lo de modo algum com os problemas, podendo – na verdade, devendo – resolver tudo sem que a vida brilhante dele em Londres seja perturbada. É uma exigência absurda e egoísta, mas ele é encantador, percebe que ela é suscetível a esse encanto e um contrato obviamente chantagista é feito. Ela rumará para a propriedade, fará amizade com uma servidora rude e confiável, descobrirá que as crianças são excepcionalmente inteligentes e belas. Até que certas verdades, nada agradáveis, começarão a aparecer. Isso ajuda e é pouquíssimo. Em Henry James, a trama pode ser pequena ou nenhuma, visto que o decisivo é a maneira pela qual é narrada.


E, nesse caso, estamos diante de uma arapuca finamente armada: a narrativa, decididamente, é suspeita. No preâmbulo, estamos em uma sala vitoriana em que uma história de fantasmas foi contada e um seu ouvinte promete ao grupo atento que tem uma muito mais terrível para narrar, excitando a todos. As suspeitas podem começar já aí, visto que esse narrador – que faz da coisa um teatro bem calculado – aparece sob as luzes duvidosas da manipulação e está envolvido pessoalmente com a coisa. É mais indireto: a história aconteceu comuma mulher que foi governanta de sua irmã e que ele conheceu quando pequeno. Na verdade, apaixonou-se por ela. E ela – naturalmente, a jovem que pegou a vaga de preceptora a que nos referimos – lhe deixou o manuscrito em que conta tudo. É preciso acreditar na fidelidade desse manuscrito. Mas, pode-se duvidar à vontade, na medida em que se vai conhecendo a narrativa da preceptora. Tem-se a impressão de um mecanismo de sedução que gira em muitas direções – tudo é extremamente ambíguo, tudo está implicado emalguma outra coisa e a narrativa tem que ser já vista como algo que nasce sob o signo da arbitrariedade – dos personagens e do autor. Essa preceptora é um dos personagens mais ambíguos de um escritor pródigo emambiguidades. Deitou-se tinta a fartar sobre seu caráter duvidoso e sobre sua condição de virgemvitoriana cheia de imaginação e frustração sexual em doses idênticas. Incumbida do casalzinho de órfãos, ela descobrirá que há, por trás deles, duas figuras que moraram em Bly e de cuja existência já não se fala mais: Peter Quint, o criado de quarto do tio, que a contratara, e a senhorita Jessel, a preceptora anterior das crianças. Os dois estão mortos. A descoberta é pavorosa, mas, muito à maneira ambígua (e, como tradutor, garanto que sentia uma espécie de sorrisinho de James pairando nessas construções irônicas), é feita quando, numa tarde, devaneando romanticamente, ela imagina que seria emocionante encontrar-se com a bela figura do tio que a impressionara nas cercanias da casa. Sua fantasia se concretiza, e ela encontra um homem desconhecido.

Não era, naturalmente, o seu contratante. Era umespectro, o que ela não sabe. Mas a motivação romântica, mesmo através do horror que sentirá quando a verdade lhe for revelada pela servidora, permanecerá – o homem era bonito. Vestia roupas que visivelmente não eram dele. “São do patrão”, dirá, acabrunhada, a criada que bem o conheceu. Ela o julgou, a princípio, um intruso intolerável – na verdade, era alguém da casa. E assim começará a desesperadora tentativa de proteger as crianças de verem o fantasma – mais tarde, fantasmas – até que outra descoberta, mais aterradora, se imporá: as crianças sabem e, na verdade, escondem que sabem, encontrando-se com os espectros furtivamente. É caso para enlouquecer, e não é de todo implausível que o manuscrito tenha sido engendrado por uma mulher louca. O que é imaginado, o que é verdadeiro, nessa história? O público se dividiu enormemente com essa questão. A Volta do Parafuso teve grande repercussão, foi acolhido com admiração e polêmica, desde o início. Oscar Wilde, ninguém menos que ele, disse que era “uma pequena história maravilhosa, sinistra e peçonhenta”. É uma história poderosamente sugestiva e que pode ir sendo descascada, camada por camada, sem que um miolo unívoco seja atingido. Wilde deve ter levado bem em conta as amplas possibilidades de perversão sexual que contém. Peter Quint, monstro, é um homem desejado. Mantinha um caso com a preceptora anterior – caso no mínimo escandaloso (do ponto de vista dos criados, que nada podiam fazer a não ser testemunhar e fuxicar) e que era testemunhado (mais tarde, sugere-se que imitado) pelas crianças.

Os outros empregados não podiam falar dele, para não chatear o patrão, que o deixara lá para tomar ares do campo e sarar de alguma doença não explicada. Que espécie de intimidade era essa com o patrão, de quem usava as roupas? Morto, ele é um duplo do tio “gentleman”, duplo letal e paródico, que surge para a preceptora cheia de sonhos como a realidade sórdida que há por trás de seus ingênuos ideais românticos. Não é preciso ir muito longe para se imaginar homossexualidade nessa relação do criado de quarto com seu patrão, até porque persiste, nas impressões posteriores da preceptora, a sugestão de que o menino, Miles, fora expulso do colégio por dizer coisas estranhas aos colegas, com atitudes nitidamente influenciadas por seu convívio com o morto. Homossexualidade, incesto, pedofilia e o que mais se quiser estão nas suspeitas da preceptora e nas do leitor, às margens de uma história vitoriana de fantasmas. Num folhetim com jeito de apelar para a habitual cumplicidade de leitoras e adular o ego feminino, James conseguiu colocar tudo isso com suprema elegância, poesia e com uma peçonha de mestre. O PRINCIPAL SUSPEITO Sexo e morte são os assuntos dessa novela, na verdade. E estão organicamente interligados, porque é evidente, no contexto de puritanismo vitoriano em que a história transcorre, que a narradora é um pouco como uma personagem de Charlotte Brontë (pensa-se em Jane Eyre), tomada por anseios românticos, encontrando, numa atmosfera típica do romance feminino inglês – o casarão vetusto em que há um mistério – não o galã sonhado, mas um morto que não perdeu seu atrativo sexual. James estava consciente desse ângulo paródico e se refere à hipótese-clichê do “parente louco” no texto. Nesse contexto, sexo só poderia aparecer na forma de um demônio. Não haveria lugar para ele de uma maneira sã na cabeça de uma filha de pároco rural cheia a um só tempo de imaginação e preconceitos. Sente-se nela uma espécie de curiosidade imensa quanto a um assunto que a apavora – o trecho em que lê um romance um pouco picante de Fielding deixa isso bastante claro. Sexo, então, teria que ser algo reprimido, indesejado e apavorante – um fantasma. Naturalmente, tal fantasma tem uma atração irresistível e essa tensão entre monstro e fauno de Peter Quint dá ao texto riquezas ambíguas sem conta. Ele, o fantasma, é sempre comparado a um animal, mas é, ao mesmo tempo, exatamente por conter tudo de instintivo e permissivo, ou seja, de execrável, que encarna aquilo que a preceptora desejou – sem permitir que lhe subisse à consciência – no tio gentleman, e, depois, no menino de cuja educação cuida (o tempo todo ela se relaciona com o pequeno como se fosse um homem adulto, sedutor, em miniatura). As implicações dessa história não param de se estender, em múltiplas direções, nenhuma delas inocente, uma vez que as interpretações ficaram (e ficam) por conta da fineza – e da grossura – dos leitores.

No filme Os Inocentes, Truman Capote foi um dos roteiristas, e sua percepção de literato deve explicar em parte a felicidade dessa adaptação, que termina de maneira decididamente menos ambígua, com a preceptora beijando na boca o menino que lhe morre nos braços. Capote deu forma até um pouco grosseira a uma conjetura. Essas dúvidas com relação à veracidade da narrativa e à sanidade mental da narradora, que por vezes se transformaram em outras tantas duvidosas certezas, marcaram a análise da novela. E por isso é surpreendente encontrar, em A arte do Romance, de James, recentemente lançado no Brasil, o autor em nada se referindo às decantadas neuroses da preceptora, dizendo que sua intenção, ao escrever a novela, era fazer uma história de fantasmas menos previsível, um entretenimento emque prevalecesse um tom de “trágica, mas requintada perplexidade”. Entre as intenções de James e as interpretações que a novela suscitou, há um abismo curiosamente… jamesiano. Essas leituras em aberto, capaz de levarem a grandes acertos e enormes absurdos, na certa deliciaram o autor. Mais (ou menos) apropriadamente, talvez, pode-se dizer que, entre os fantasmas aí tecidos, encontra-se um outro, nada desprezível: o da própria Literatura, que se ergue, no lugar do real, como uma fonte de possibilidades vertiginosas. A Volta do Parafuso tem dois narradores e, quem sabe Deus, quantos infernais giros interpretativos; os deleites pantanosos que oferece parecem não ter limites. O principal suspeito, sem dúvida, é James, o artífice de um artifício que, a partir de si, se espatifa em milhares de espelhos que se refletem e hipóteses que se erguem e se desdizem. É a eficácia do parafuso. É o prazer de criar outros mundos, com uma perigosa e sedutora autonomia, que a Literatura nos dá. A VOLTA DO PARAFUSO PREFÁCIO O relato nos mantivera ao redor do fogo, suficientemente sem fôlego, mas exceto pela óbvia observação de que este era horrível, como um estranho conto, em véspera de Natal numa velha casa, deve essencialmente ser, não me lembro de ter havido comentário algum até que alguém arriscou dizer que era o único caso que conhecera em que uma tal aparição tinha ocorrido a uma criança. Era o caso, posso dizer, de uma aparição que ocorrera numa velha casa exatamente como aquela em que estávamos reunidos na ocasião – uma aparição de espécie medonha vista por ummenininho que dormia num quarto com sua mãe e que despertou-a aterrorizado; despertou-a não para dissipar sua aflição e acalmá-lo para que voltasse a dormir, já que ela, antes de consegui-lo, se encontrou diante da mesma visão que o tinha abalado. Foi essa observação que arrancou de Douglas – não imediatamente, mas no transcorrer da noite – uma réplica que teve uma consequência interessante para a qual chamo a atenção. Outra pessoa contou uma história de pouco efeito, quando observei que ele não ouvia.

Tomei isso como um sinal de que ele tinha alguma coisa para nos revelar e que teríamos apenas que esperar por ela. De fato, esperamos mais duas noites; mas, naquela mesma ocasião, antes que nos dispersássemos, ele nos contou o que passava por sua cabeça. “Concordo inteiramente – a respeito do fantasma de Griffin, fosse ele o que fosse – que o fato de ter aparecido primeiro a um menino de tão pouca idade lhe dá uma característica particular. Mas essa não é a primeira ocorrência desse tipo encantador que envolva uma criança, ao que eu saiba. Se uma criança faz dar outra volta ao parafuso, o que diriam vocês de duas?” “Diríamos que dariam duas voltas, com certeza!” – alguém exclamou – “E que tambémgostaríamos de saber sobre elas.” Revejo Douglas ali diante do fogo, para o qual dera as costas, encarando seu interlocutor com as mãos enfiadas nos bolsos. “Até agora, só eu soube. É horrível demais”. Várias vozes declararam, naturalmente, que isso dava à coisa um valor extremo e nosso amigo, com arte sutil, preparou seu triunfo lançando olhares sobre todo o resto da plateia e continuou: “Está além de qualquer descrição. Não conheço nada com que possa ser comparado”. “Em termos de puro terror?”, lembro-me que perguntei. Ele pareceu querer dizer que não era tão simples assim; pareceu estar perdido numa luta mental para qualificar a coisa. Passou sua mão sobre seus olhos e fez um pequeno esgar de estremecimento. “Em termos de pavor – pavor além da conta!” “Oh, que delícia!”, exclamou uma das mulheres. Ele não a notou; olhou-me, mas como se, ao invés de mim, ele estivesse vendo aquilo de que falara.

“Em termos de monstruosidade oculta, de horror e de dor”. “Bem, então”, disse eu, “sente-se imediatamente e comece a contar”. Ele voltou para o pé do fogo, afastou uma acha com o pé, olhando-a por um instante. Falou como se nos olhasse novamente: “Não posso começar. Antes, tenho que dar providências na cidade”. Houve um gemido de desânimo geral e muita reprovação em reação a isso, depois dos quais ele, a seu modo preocupado, explicou. “A história está escrita. Ficou numa gaveta bem fechada – não saiu de lá por muito tempo. Podia escrever ao meu criado enviando a chave, ele me enviaria o pacote assim que o achasse”. Era a mim em particular que ele parecia querer propor isso – parecia quase apelar para uma ajuda a fim de acabar com suas próprias hesitações. Tinha quebrado uma espessa camada de gelo, uma formação que vinha se fazendo há mais de um inverno; tinha tido razões para seu longo silêncio. Os outros ficaram ressentidos com o adiamento, mas era exatamente sua dose de escrúpulos que me encantava. Instiguei-o a escrever pelo primeiro correio e a combinar conosco uma pronta leitura; então lhe perguntei se a experiência em questão tinha acontecido com ele. A isso respondeu rapidamente. “Graças a Deus, não!”.

“E o relato é seu? Foi você que o escreveu?” “Fiquei apenas com a impressão. Guardei-a aqui” – ele bateu em seu coração. “Nunca a perdi”. “Então, o manuscrito…?” “O manuscrito está numa tinta velha e apagada, na mais bela de todas as letras”. Ele revolveu o fogo novamente. “Letra de uma mulher. Ela morreu há vinte anos. Mandou-me essas páginas antes da morte”. Todos ouviam-no agora, e claro que não faltou alguém para fazer malícia ou extrair a infalível dedução. Mas, se pôs a dedução de lado sem sorrir, também o fez sem irritar-se. “Ela era uma pessoa do maior encanto, mas era dez anos mais velha que eu. Era a governanta de minha irmã”, disse mansamente. “Era a mulher mais agradável que conheci em sua posição; teria sido digna de posições bem mais elevadas. Foi há muito tempo, e a coisa se deu bem antes de eu conhecêla. Eu estava em Trinity, e a encontrei em casa no meu segundo verão.

Fiquei muito lá naquele ano – foi uma bela temporada; nas suas horas de folga, passeávamos e conversávamos no jardim – conversas nas quais ela me deixava atônito com sua inteligência e beleza. Ah, não riam: eu gostava imensamente dela e até hoje fico feliz em pensar que ela também gostava de mim. Se não gostasse, nunca teria me contado. Nunca contara a história a ninguém. Não que o dissesse, mas eu sabia que não contara. Eu tinha certeza; eu via. Vocês saberão facilmente o porquê, quando a ouvirem.” “Por que a coisa tinha sido tão pavorosa?” Ele continuou a encarar-me. “Você saberá facilmente”, ele repetiu: “você saberá”. Encarei-o também. “Compreendo. Ela estava apaixonada.” Riu pela primeira vez. “Você é perspicaz. Sim, estava apaixonada.

Quer dizer: tinha estado. Isso transpareceu – ela não poderia ter contado a sua história sem que isso transparecesse. Notei, e ela notou que eu notei, mas nenhum de nós tocou no assunto. Lembro a hora e o lugar – umcanto de gramado, a sombra de grandes faias e a tarde longa e quente de verão. Não era cenário para um arrepio; mas…!” Afastou-se do fogo e voltou a recostar-se em sua cadeira. “Receberá o pacote na manhã de quinta-feira?”, perguntei. “Creio que na segunda remessa”. “Bem, então – depois do jantar…” “Vocês todos estarão aqui?” Lançou um olhar para todo o grupo novamente. “Ninguém irá embora?” A pergunta continha uma nota de esperança. “Todo mundo vai ficar!” “Eu vou – e eu vou!”, exclamaram as senhoras cuja partida já estava marcada. A Senhora Griffin, contudo, mostrou-se carente de um pouco mais de esclarecimento. “Por quem será que ela estava apaixonada?”. “A história dirá”, incumbi-me de responder. “Oh, mal posso esperar pela história!” “Ela não dirá”, disse Douglas. “Não de um modo literal, vulgar”.

“Mais uma lástima, então. Esse é o único modo pelo qual entendo as coisas.” “Você não contará, Douglas?”, alguém perguntou. Ele pôs-se de pé novamente. “Sim – amanhã. Agora preciso dormir”. E, rapidamente, apanhando um castiçal, ele se afastou, deixando-nos um pouco desconcertados. Ouvimo-lo subindo a escada do extremo do salão de lambris escuros onde nos encontrávamos e onde a Senhora Griffin falou. “Bem, se eu não sei por quem ela estava apaixonada, por quem ele estava eu sei.” “Ela era dez anos mais velha”, disse o marido. “Raison de plus” – naquela idade! Mas é bonito, esse longo silêncio em que ele se manteve.”. “Quarenta anos!”, Griffin acrescentou. “E por fim esse desabafo”. “O desabafo”, retornei, “fará da noite de quinta-feira uma ocasião muito especial”, e todo mundo concordou comigo de tal modo que, tendo isso em consideração, perdemos a atenção para tudo mais.

A última história, embora incompleta e sugerindo muito mais o início de uma série, tinha sido contada; apertos de mãos e o que alguém chamou de “apertos de castiçais” foram trocados, nos despedimos e fomos dormir.

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